Os flebotônicos e linfocinéticos mais utilizados aumentam o tônus vascular, diminuem a permeabilidade capilar, reduzem o processo inflamatório, aliviam a dor e incrementam a atividade linfo-cinética.
Para o bom resultado do tratamento, medidas gerais devem ser consideradas, tais como: emagrecer, praticar exercícios físicos (preferencialmente a natação, a hidroginástica e as caminhadas), evitar o uso de anticoncepcionais, evitar ficar de pé parado por muito tempo, não usar cintas abdominais apertadas, ingerir dieta rica em fibras e corrigir problemas ortopédicos.
O tratamento específico das varizes depende, fundamentalmente, da sua natureza (primárias ou secundárias) e difere de acordo com o calibre (grossura) da veia a ser tratada. Aqueles cordões varicosos, salientes e visíveis, que elevam a pele são de tratamento cirúrgico, enquanto as microvarizes (pequenas veias de trajeto tortuoso ou retilíneo, de aproximadamente 1 mm a 2 mm de largura, que não causam saliência na pele, são de tratamento microcirúrgico. Já as telangiectasias ou aranhas vasculares, que são finos vasos encontrados com mais freqüência na região externa ou interna das coxas devem ser tratadas pela escleroterapia (injeção de solução alcoólica ou hipertônica dentro destes vasos, que irrita suas paredes fazendo com que se contraiam e desapareçam).
Nos casos em que há a concomitância de veias calibrosas com telangiectasias, a cirurgia deve ser realizada em primeiro lugar. Geralmente, após um mês da operação dá-se o início do tratamento escleroterápico das veias residuais, que em muitos casos são pequenos trajetos que foram interrompidos. Isto se deve ao fato de que, após este intervalo de tempo, já ocorreu a reabsorção das equimoses (extravasamento de sangue no tecido subcutâneo alterando sua coloração).
Há ainda a possibilidade do uso do laser, que pode ser indicado isolado ou associado à escleroterapia; é indicado particularmente nas telangiectasias de coloração avermelhada ou nas chamadas "manchas vinhosas".
Naqueles pacientes que não querem ou não podem fazer nenhum dos tipos de tratamento citados, pode ser empregado o tratamento clínico com medicamentos, elevação dos membros inferiores e, fundamentalmente o uso de meia elástica.
As injeções de substâncias escleroterápicas costumam ser bem toleráveis, embora o conceito de dor seja algo bastante subjetivo e variável.
É importante ressaltar que este não é um tipo de tratamento inócuo e, portanto, deve ser feito por um angiologista ou cirurgião vascular. O paciente deve precaver-se diante de tratamentos "milagrosos" veiculados na mídia.
O tratamento cirúrgico é complexo. Quando as veias forem bastante grossas, há a necessidade de se abrir um pequeno corte para retirá-las. Isto também acontece quando é preciso retirar as veias safenas.
Nas veias não tão calibrosas, faz-se um pequeno furo (incisão de cerca de 1mm) com o bisturi e com a ajuda de uma agulha de crochet retira-se a variz. Para o tratamento das veias perfurantes (veias que comunicam o sistema venoso profundo com o superficial) insuficientes, que podem causar grande edema, eczema, lipodermatoesclerose e úlcera também usamos a cirurgia, que dá bons resultados, de um modo geral. Recentemente foi desenvolvida técnica cirúrgica videoendoscópica, que tem se mostrado bastante promissora no tratamento de ulcerações gigantes e de longa data.
As veias que são retiradas, por estarem doentes, não colaboram para a circulação; ao contrário, sua retirada causa melhoria na drenagem venosa dos membros inferiores, aliviando sintomas, melhorando a estética e prevenindo as complicações da evolução da doença, que clinicamente se expressa por: acentuação dos trajetos varicosos; hiperpigmentação cutânea (manchas ocres) ocasionada pelo extravasamento de sangue no tecido subcutâneo, eczema varicoso provocado pela presença de hemoglobina livre no tecido subcutâneo, que causa processo inflamatório crônico (vermelhidão) e exsudativo (transpira secreção), flebite superficial (veias varicosas inflamadas contendo coágulos dentro delas); que podem levar a hipercromia (tingimento) das varizes e/ou formação de um "cordão endurecido" no local; prurido (coceira); erisipela (infecção da pele); lipodermatoesclerose (pele e tecido subcutâneo endurecidos e espessados); e hemorragia, que geralmente é de grande volume de sangue, devido à hipertensão venosa da variz que rompeu, mas que é de fácil controle com a compressão digital (dedo da mão) local e a elevação dos membros inferiores; úlcera varicosa ou de estase (ferida geralmente localizada na porção interna dos tornozelos em regiões já alteradas pela hiperpigmentação e eczema).
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