Varizes SBACVRJ

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VARIZES

A
C

Fig. 1 - Tipos de varizes para a indicação da
técnica
A, B e C: varizes de grossos, médios e
pequenos calibres
D: telangiectasias "hipertensivas",
sustentadas por varizes maiores.


INTRODUÇÃO

Quando ingressei como interno, em 1977, no Hospital da Lagoa do Rio de Janeiro, iniciava o meu interesse , pela especialidade. Quatro anos depois concluía a Residência Médica em angiologia e cirurgia vascular, sob a orientação da equipe chefiada pelo Prof. Carlos José de Brito.

Em- 1978, pela primeira vez, assistia o chefe utilizar agulhas de croché em cirurgia de varizes, técnica que, segundo ele, havia sido desenvolvida pelo Dr. Jodel Camilo Tavares e apresentada em demonstração cirúrgica a um seleto grupo de especialistas, por ocasião da III Jornada Brasileira de Angiologia, realizada em Goiânia, neste mesmo ano(53-54).

B
D

Essa técnica, de múltiplas e milimétricas incisões escalonadas, para o tratamento cirúrgico das varizes dos membros inferiores com agulhas de croché, difundiu-se rapidamente, ganhou algumas modificações e passou a ser praticada em todo país. Apesar disso, não consta que o seu idealizador a tenha publicado na literatura científica (20-21 -28-39,42,43,45).

Durante o XXIV Congresso Brasileiro de Angiologia, realizado no Rio de Janeiro em 1981(13-53), foram apresentados vários trabalhos e temas livres visando o aprimoramento técnico da cirurgia de varizes e a recuperação estética das pernas varicosas. Petean & Almeida(13.48) descreveram pinças de "alto poder de pressão", para a exérese das varizes. Degni, que em 1973 já utilizava pinças "micromosquitos" e incisões de 5 a 6 mm, substituiu-as pelas agulhas de croché e incisões de 3 a 4 mm(13).

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