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Fig. 2 - A: mancha por formação "neovascular" após insistentes tentativas de esclerose (seta menor). Veia maior mantenedora das "microvarizes" |
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Fig. 2 - B: venografia mostrando nitida comunicação com sistema venoso profundo |
Lacativa falou no "aprimoramento técnico da fleboextração por inversão para a cirurgia de varizes"(13'43). Miyake apresentou a "cirurgia das telangiectasias" e estudos venográficos que demonstravam que a ligadura de determinadas perfurantes permitiam um tratamento mais satisfatório dessas telangiectasias(13-43). O trabalho de Caetano-Alves "Revascularização distal dos membros inferiores - bypass in situ - modificado", falava pela primeira vez, em nosso meio, sobre veia safena in situ devalvulada como substituto arterial, mas não recebeu muita atenção na época. Entretanto, nos fez repensar um pouco mais sobre a preservação das safenas nas cirurgias de varizes(2,13). |
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Fig. 3 - Manchas hiperpigmentares resultantes de escleroterapia em veias maiores, próprias para ressecções cirúrgicas prévias |
As safenectomias nas cirurgias de varizes tinham se tornado um procedimento rotineiro e mecânico, estando elas envolvidas ou não com o processo varicoso. Alegava-se que as safenectomias protegeriam esses pacientes das recidivas varicosas precoces. O tempo se incumbiu de mostrar que não. As safenectomias passaram, então, a ser melhor avaliadas e selecionadas conforme a patologia varicosa. O prestígio do bypass com veia safena in situ devalvulada cresceu entre os cirurgiões vasculares de tal forma, que a proteção das safenas inocentes tornou-se atitude natural, valorizando as cirurgias "simplificadas", ou seja: flebectomias segmentares menos traumáticas e os bloqueios anestésicos loco-regionais, sempre que possível(21,38,39,42,43,45,48)
Nosso estudo incluiu pacientes portadoras de varizes dos membros inferiores, cuja cirurgia foi exclusivamente de finalidade estética. Não havia história prévia de qualquer patologia venosa trombótica ou inflamatória, nem sintomatologia importante que fosse a justificativa do procedimento. Indicamos a técnica nas varizes de grossos, médios e pequenos calibres, e também em alguns tipos especiais de telangiectasias, as quais se apresentam de forma "hipertensiva" na epiderme (Fig. l A, B, C e D), nos casos em que percebemos nitidamente a existência, no subcutâneo, de um ou mais ramos varicosos maiores, nutridores dessa rede telangiectásica da epiderme e mantenedores dessa hipertensão varicosa. A retirada cirúrgica desses ramos varicosos permitiu o esclerosamento mais satisfatório dessas telangiectasias, já descrito por Miyake(13.42.43). |