Essas telangiectasias "hipertensivas" são ardilosas. À primeira vista nos dão a impressão de que apenas a escleroterapia solucionará o problema. Engano. Às vezes, uma melhora temporária pode ocorrer após exaustivas sessões escleroterápicas. Mas, com frequência, temos o desprazer de assistir, naquela região, recanalizações precoces e formações neovasculares de aspecto rubiáceo, algum tempo depois. As tentativas insistentes de minorar essa iatrogenia, quase sempre pioram ou produzem manchas hiperpigmentares indesejáveis e de difícil resolução. A venografia dessas micro varizes revelaram comunicações importantes com o sistema venoso profundo, o que poderia explicar a hipertensão venosa superficial na região(37) (Figs. 2 A e B e 3).


Fig. 4 - A e B: "pescagem" cirúrgica da veia varicosa
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MATERIAIS E MÉTODOS
"Once we have recognized that disease is naught else than the process of life under altered conditions, the concept of healing expands to imply the maintenance or re-establishment of the normal conditions of existence."
Rudolf Virchow (1821-1902).
No período de junho de 1987 a junho de 1990, operamos duzentos pacientes do sexo feminino, com idades entre 17 e 62 anos, originárias de nossa clínica particular. Conforme já foi enfatizado, as pacientes eram todas sadias, não apresentavam sintomas, e o objetivo do tratamento cirúrgico era exclusivamente a recuperação estética das pernas varicosas.
Conforme o tipo e quantidade das varizes, a anestesia empregada foi bloqueio epidural em 152 (76%), e bloqueio loco-regional, associado a leve sedação com midazolam durante a infiltração anestésica em 48 (24%). Alguns procedimentos foram executados ambulatorialmente em 21 (10,5%). As outras 179 (89,5%), o tempo de hospitalização variou de 6 a 24 h.
Iniciamos por uma marcação cuidadosa, com a paciente de pé em ambiente de boa luminosidade. O mapeamento correto é muito importante. Na assepsia do campo operatório utilizamos álcool iodado a 2%. Nos bloqueios epidurais, as drogas empregadas foram o cloridrato de bupivacaína 0,5% e cloridrato de xilocaína 1,0%. Para as anestesias loco-regionais utilizamos xilocaína 2,0% com epinefrina 1:200.000, diluímos 20 ml do produto em 40 ml de água bidestilada, perfazendo um total de 60 ml. A xilocaína sem epinefrina também foi utilizada em algumas cirurgias.
Utilizando um bisturi com lâmina nº 11, executamos múltiplas e milimétricas punções com 1 a 3 mm de tamanho sobre os trajetos varicosos previamente marcados com caneta de tinta especial de cor preta, tipo pincel atômico.

Fig. 5 - Colocação do adesivo microporoso |